Cuidado: Palavras Podem Conter Violência

Você provavelmente deve ter visto ou ouvido falar de mães, pais e até professores dizendo a seus garotos “burro”, “não sabe fazer nada”, “não vai ser ninguém na vida”, “você é igual ao teu pai/mãe” (quando estes não são bons exemplos, é claro) e outros vocabulários que não cabe a mim mencioná-lo aqui. E quando questionados sobre essas atitudes respondem “Eu não bato no meu filho, só falo essas coisas para ver se ele cria juízo”, sinto muito em lhe dizer que essas atitudes são violências sim, violências verbais.

Também deve ter ouvido dizer que uma criança em formação é como uma esponja, absorve tudo. E como a esponja, absorve o que é bom ou ruim, limpo ou sujo. Por isso, tudo que existe ao redor dessa criança, afetará o modo dela ver o mundo.

                Uma das coisas que como pais e/ou professores podemos fazer para que as crianças possam aspirar o máximo de coisas boas possíveis é como falamos com elas.  Já escrevi aqui sobre o poder do elogio, se você não leu, sugiro que leia o artigo:

Quer crianças seguras e felizes? Elogie

Contudo, há outros aspectos que podemos agir para termos crianças prontas a submergir no melhor dessa vida, seja no modo de agirmos ou reagirmos aos fatos, como encaramos a vida e, principalmente, como enxergamos nossos filhos/alunos.

Pare e pense. Talvez você tenha algum trauma de infância, que não foi dito por colega, nem por alguém desconhecido, mas sim, por pessoas que deveriam te amar e proteger? Pois bem, algumas ações que muitos acreditam que sejam formas de incentiva-los a crescerem, podem faze-los estagnar ou mesmo regredirem em vários aspectos vitais e não ser um adulto de sucesso.

                Um fato é a criança não ter facilidades no aprendizado em certas áreas, pois o problema não é a defasagem em si, e sim, como lidamos com ela.

Algumas sugestões para que você NÃO faça a partir de hoje, como:

  • criticar, todos os comportamentos e sonhos: a criança pode sentir que nunca será boa suficiente para nada, pode se isolar e ser um adulto depressivo;
  • xingar, usando palavras e frases chulas: esse abuso psicológico pode fazer com que se torne um adulto inseguro com teu futuro e até com a aceitação de si próprio;
  • maldizer, falando mal do (a) menino (a), principalmente para outros, humilhando-o: crianças que podem se tornar adultos tímidos com medo de rejeições;
  • amaldiçoar, condenando, tirando as esperanças dos pequenos: sobre isso a Bíblia diz: “Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso pronunciar ameaças contra quem o Senhor não quis ameaçar?” Números 23.8. E tenho certeza que Deus não amaldiçoou teu filho ou teu aluno.

 Última recomendação:

Quero parafrasear um texto bíblico que está em uma carta que o apostolo (de verdade) escreveu para Tito (2. 7 e 8):

“Em tudo seja você mesmo (pai, mãe, professor) um exemplo para as crianças, fazendo boas obras. Em seu ensino (educar), mostre integridade e seriedade; use linguagem sadia, contra a qual nada se possa dizer, para que aqueles que se opõem a você fiquem envergonhados por não poderem falar mal de nós.” (grifo meu)

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