Ponderando Sobre a Páscoa

PÁSCOA – Êxodo 12.15

Característica Geral

A palavra portuguesa “Páscoa” é usada para designar a festa dos judeus que, no hebraico, é chamada “Pessach”, que significa “saltar por cima”, “passar por sobre”. “Pessach” é a forma nominal da palavra. Esse nome surgiu em face da tradição de que o anjo da morte, ou anjo destruidor, “passou por sobre” as casas assinaladas com o sangue do cordeiro pascal, quando ele matou os primogênitos dos egípcios.

Essa foi à última das pragas que convenceu ao Faraó permitir que Israel saísse do Egito, após séculos de escravidão; portanto, a páscoa assumiu o sentido de livramento, e o próprio êxodo foi à concretização dessa libertação.

Na terra de Canaã a Páscoa era celebrada desde o pôr-do-sol do décimo quarto dia do mês de Abibe, na primavera, que posteriormente recebeu o novo nome de Nisã. Visto que o dia, para os judeus, começa tradicionalmente ao pôr-do-sol, estritamente falando, essa festa começava no décimo quinto dia do mês.

Toda a família se reúne, cantado e lido o “Haggadah”, um texto ritual especial, que contém uma versão muito ornamentada da história do êxodo, e mesclada com salmos, cânticos religiosos, orações e bênçãos, e em seguida é consumida a refeição tradicional, que serve de memorial.

A Páscoa Cristã – A Ceia

Um acontecimento tão importante como aquele que deu origem à nação de Israel não poderia ser ignorado pelo Novo Testamento.

A morte de Cristo, que ocorreu exatamente no período da Páscoa, sempre foi considerada um evento especial para os primeiros cristãos, e passando a todo o cristianismo, Jesus é chamado de nosso “Cordeiro Pascal” (1 Coríntios 5:7). Isso tem sido associado pelos cristãos à ideia de expiação e livramento, que nos liberta dos inimigos da alma.

O cristão, tal como os antigos israelitas, deve pôr de lado o antigo fermento do pecado, da corrupção, da malícia e da desobediência, substituindo-o pelos pães asmos da sinceridade e da verdade.

A ceia do Senhor é um memorial que deve ser mantido vivo, até que o Senhor retorne. Essa é a ênfase paulina.

A Páscoa é vista pela Igreja cristã como uma daquelas muitas coisas que receberam cumprimento e adquiriu maior significação na pessoa de Cristo.

A ideia de pacto também se faz presente. “Yahweh” firmou um pacto com a emergente nação de Israel. E Jesus estabeleceu um pacto com sua emergente Igreja.

Assim também, em Cristo, encontramos um êxodo que nos liberta da velha vida com sua escravização ao pecado. O êxodo judaico libertou um povo inteiro da servidão física. O êxodo cristão oferece a todos os homens a libertação do pecado, bem como concede o Reino da Luz, onde impera perfeita liberdade.

Em Cristo, pois, os homens podem tornar-se filhos de Deus, transformados segundo a imagem do Filho, participantes da natureza divina (2 Pedro 1:4). E agora eles olham para a Cidade celeste como a sua pátria, da mesma maneira que Israel buscava uma nova pátria (Hebreus 11:10).

SOBRE O AUTOR: O pastor José Maria do Nascimento é um Eletricista Industrial aposentado, ministro do Evangelho desde 1984, possui bacharel em Teologia pela IBETEL e professor de Teologia por 25 anos em São Paulo e no Paraná.

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