Eu Escrevo Para Salvar a Alma

O detalhe que tem me perseguido ultimamente é a pergunta: Por que escrevo? Como justificar o blog Ponderando Detalhes? A frase do título creditada a Fernando Pessoa me define, embora, todos sabemos, que eu não tenha o mesmo talento que ele. E isso responde porque comecei esse meu blog. Quando eu entendi que eu não somente gostava de escrever, eu PRECISO escrever.

Quando estou “vazia” preciso preencher com a escrita, desabafar, colocar as ideias em ordem, às vezes, sem pretensões de encontrar soluções, apenas escrever. Quando estou “plena” preciso extravasar meus sentimentos, minhas teorias, minhas sensações e minhas verdades. De qualquer forma, acredito eu que a maneira mais fácil de fazer isso, é no ato de escrever.

Escrever faz bem para minha alma!

Já disse aqui que sou muito curiosa e, portanto, amo aprender e gosto de estar bem informada, contudo, penso ser um desperdício guardar todos os conhecimentos para mim. É como se os livros e os subsídios fossem fontes, e o escrever seria quando esse manancial estivesse tão repleto que tem que correr e começa a formar um rio.

Talvez, se eu fosse rodeada por pessoas (fisicamente) perto de mim que tivesse esse pensamento e quisesse trocar conhecimentos, talvez, muito talvez, eu não precisaria escrever, ou escreveria por conta dos resultados dessas conversas! Ok. Confesso. De qualquer forma, escreveria. (Quem iria querer conversar sobre filosofia, teologia, pedagogia, política, literatura, cultura em geral?! Poucos, bem poucos, garanto-lhes!)

Não tenho escapatória, desde pequena sempre gostei de ler e escrever, quando tive que pesquisar sobre as profissões, descobri que em jornalismo eu poderia juntar a paixão de buscar conhecimentos e compartilhar com o mundo. Mas, (sempre tem um mas,) descobri, que eu esbarrava em um probleminha: pagar. Ou pagar muito caro pela faculdade ou pagar pelo cursinho para entrar em uma faculdade pública (no estilo PUC ou USP).

Nenhumas das alternativas estavam disponíveis para mim. A alternativa foi cursar em uma faculdade menos badalada, porém pública, de Letras (com ênfase em Língua Portuguesa e Inglesa e suas Literaturas), até porque a área também abre o mercado para escrever em revistas, jornais, etc. Por fim, amei o curso que me apresentou/melhorou as ferramentas para aperfeiçoar minha escrita.

“Posso dizer sem exagero, sem fazer fita, que não sou propriamente um escritor. Sou uma pessoa que gosta de escrever, que conseguiu talvez exprimir algumas de suas inquietações, seus problemas íntimos, que os projetou no papel, fazendo uma espécie de psicanálise dos pobres, sem divã, sem nada. ”

Parece que fui eu quem escrevi, mas foi Carlos Drummond de Andrade, claro que não quero me comparar com estes mestres, porém quem pertence a esse “clubinho” de quem ama escrever acaba definindo essa obsessão, esse dom de uma mesma forma: escrever é como dizer o que se pensa em voz alta e deixar registrado do tempo e no espaço e, claro, também ser analisado por isso.

Então, provavelmente, nos veremos muito por aqui!

Até mais então!

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