Pequenas Alegrias ou A Grande Felicidade

                  Eu sei o quanto é importante ter metas, projetos, sonhos ou chame isso do que quiser. (São coisas diferentes, mas não vem ao caso aqui.) E durante muitos anos os “gurus” venderam milhões de livros dizendo o quanto isso era importante e quais as técnicas para alcança-los. Eu mesma já li vários exemplares desses, de vários seguimentos e pensamentos cristãos, seculares, orientais, ocidentais, brasileiros e/ou estrangeiros.

                E a maioria deles falam sobre o valor de termos sonhos pessoais e coletivos, o que também concordo. Quando estou sem projetos em mente, me sinto bem perdida, parece que estou perdendo tempo de alguma coisa, e o pior, não sei exatamente o que é. Uma vez li uma mensagem que nunca mais esqueci:  “Me dai horizontes, senão eu morro. ” E é como me sinto, sem um horizonte, sinto-me morrendo.

                Esses “guias” também desfilavam em capítulos como conseguir chegar lá naquele horizonte tão almejado. Basicamente ter foco, dedicação integral, resiliência e, por fim, não desanimar ou pirar antes de obtê-lo. Tudo isso deu certo para várias pessoas que leram ou não estes livros. E tudo isso continua válido para tudo que fazemos na vida.

                Uma frase que sempre digo aos meus alunos antes de uma avaliação muito importante:

“Inspira,

Respira e

Não Pira”.

                O detalhe é o que fazemos enquanto essa meta não é alcançada, esse projeto não fica pronto ou esse sonho não se realiza? Não vivemos? Hipoteticamente só vamos ser felizes quando comprarmos aquele carro, quando casarmos, quando passarmos na faculdade, quando abrirmos nosso próprio negócio, fazer aquela viagem, ter filhos ou ve-los realizados? Enquanto isso… O que acontece? Não tenho lido muito sobre isso por aí.

                Uma escritora ganhadora do Prêmio Pulitzer e o Prêmio Nobel de Literatura, que viveu e morreu antes de eu nascer, mas graças a magia dos livros eu pude ler uma frase que me chamou muito atenção para este detalhe:

“Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias

enquanto aguardam a grande felicidade. ”

_____Pearl S. Buck

                É isso!!! Será estou vivendo bem a minha vida antes que chegue a tal “grande felicidade”? Como conciliar os objetivos a longo prazo e os encantos do aqui agora? Fazer realmente acontecer aquela palavra tão fácil de dizer e muito difícil de ter: equilíbrio. O exemplo clássico é de pais que trabalham tanto pensando no futuro dos filhos e esquecem do quanto é importante o tempo que convivem com os pequenos ainda na infância.

                Tenho muitos sonhos, alguns projetos, umas metas, contudo não quero ser essa pessoa que vive por um objetivo e se esquece dos amigos e, principalmente da família. Quero poder ter boas conversas, risadas, dias de preguiça e ócio criativo. Quero apreciar paisagens, sorrir com vídeos de bebês, ouvir boas músicas e assistir bons filmes e series.

                Tem horas que preciso me dedicar mais aos meus objetivos a longo prazo, mas isso não se aplica o tempo todo e isso trazia a mim um pouco de sentimento de culpa. Agora carrego menos culpa rs

                Ainda não sei se estou no caminho certo, (quem realmente sabe?), a verdade é que a busca do equilíbrio sempre vai ser uma busca infinita para a maioria dos humanos, então, que prossigamos persistindo em nossos sonhos futuros, sem nos esquecermos das pequenas alegrias do presente.

                P.S. O maior sábio da Terra já havia dito sobre isso em Eclesiastes 3.

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